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4º Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira - FIA CINEFRONT

Publicado: Quarta, 11 de Abril de 2018, 10h22 | Última atualização em Quarta, 11 de Abril de 2018, 10h22 | Acessos: 116

Resistência, revolta, protesto, sonho: o registro imagético da história recente da região e da luta popular na fronteira amazônica é o cenário na quarta edição do Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira (FIA CINEFRONT).

O Cinefront, de iniciativa da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis, por meio da Diretoria de Ação Intercultural (DAI/PROEX), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, será realizado no período de 11 a 24 de abril no Brasil, Peru e Alemanha.

A Unifesspa sediará o FIA Cinefront nos dias 11 a 19 de abril com sessões em aldeias indígenas, acampamento da juventude sem-terra, nas escolas públicas e nas cidades em que a Unifesspa tem campus instalado.

Programação aqui.

Homenageados: Paulinho Fonteles, Edna Castro e Luiz Arnaldo Campos

Neste ano de 2018 o Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira - FIA CINEFRONT chega a sua quarta edição, prestando homenagem a memória e luta política de Paulo Fonteles Filho [Paulinho Fonteles], poeta, comunista, entusiasta do cinema do front e  um ativista político paraense com uma história de vida dedicada a defesa dos direitos humanos, membro da Comissão da Verdade e com forte atuação na busca dos corpos dos Guerrilheiros do Araguaia mortos e desaparecidos durante a Ditadura Militar.

Paulinho colaborou com vários projetos artísticos que, através do cinema e teatro, abordaram a história da Guerrilha do Araguaia e publicizaram as atrocidades cometidas pelo exército naquele período e as consequências sobre a vida da população local, em especial, vitimando os camponeses. Paulinho faleceu em outubro de 2017, das obras que ele ajudou a produzir serão apresentadas no festival, os filmes “Soldados do Araguaia” (2017) e “Aikewara” (2017). Paulo Fonteles Filho estará presente no 4º FIA CINEFRONT!

Esta edição, no Brasil, terá como convidados especiais e também homenageados pelo festival os diretores Edna Castro e Luiz Arnaldo Campos, cineastas paraenses, de origem e de coração, que também desbravaram a fronteira amazônica nas décadas de 1970 e 1980.

Professora da Universidade Federal do Pará, Edna Maria Ramos de Castro foi a primeira mulher paraense a dirigir um filme sobre a realidade de vida e luta de populações pobres na fronteira amazônica. Alimentados pelos conteúdos de suas pesquisas acadêmicas, seus filmes se tornaram clássicos do cinema paraense e do cinema de fronteira: “Marias das Castanhas” (1987) e “Fronteira Carajás” (1992), filmes que colocam em debate a realidade vivida por populações pobres e a integração da Amazônia à um projeto de desenvolvimento nacional. Filmes e realidade que serão trazidos ao debate pela diretora no 4º FIA CINEFRONT.

Luiz Arnaldo Campos, carioca, encontrou a Amazônia como destino nos anos de 1970. Por sua militância de esquerda no Movimento de Emancipação do Proletariado – MEP, foi preso durante a Ditadura Militar. Produtor e roteirista de “PSW uma crônica subversiva” (1987). Por essas terras co-dirigiu o filme “Chama Verequete” (2001) e “A Descoberta da Amazônia Pelos Turcos Encantados” (2005), obras importantes para a memória e fortalecimento da cultura amazônida. No 4º FIACINEFRONT Luiz Arnaldo apresentará seu novo filme, dirigido em parceria com Célia Maracajá, “Aikewara” (2017), um documentário sobre os impactos da violência da ocupação militar na aldeia indígena, acusados de envolvimento com a Guerrilha do Araguaia.

No Peru, a homenageada será a cineasta peruana Nora de Izcue, a primeira mulher a realizar uma produção cinematográfica no país e que se dedicou a mostrar através do cinema a situação das comunidades camponesas nos Andes peruanos (Runan Caycu – 1976), assim como a realidade vivida por mulheres em situações econômicas de pobreza extrema nas comunidades periféricas das cidades (El viento del Ayahuasca – 1982; Color de mujer – 1990). 

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